segunda-feira, 24 de março de 2014

50 curiosidades sobre o universo

50 Curiosidades sobre o Universo

A cada dia, a astronomia nos surpreende com novas descobertas, mas mesmo assim existem vários fatos que intrigam principalmente os mais experientes do tema. Confira


► Durante 380 mil anos o Universo era composto exclusivamente de plasma e não existiam elementos como conhecemos, que se formaram só depois.

► A terra só surgiu quando o Universo já tinha mais de 9 bilhões de anos.

► Nosso Universo possui uma estranha composição: 4% matéria normal, 23% matéria escura e 73% energia escura.

► Segundo os dados atuais, o Universo se expandirá para sempre, até que se torne uma vastidão totalmente escura e fria.

 A Terra pesa 5.980.000.000.000.000.000.000.000 kg (cinco centilhões e novecentos e oitenta quatrilhões)

► O Universo se expande a 1,6 bilhões de km por hora.

►  Há 350 milhões de anos a Lua estava a apenas 18 mil quilômetros da terra. Hoje, está a 400 mil quilômetros, e se afasta 3 centímetros a cada ano.

► As interferências na televisão são provocadas pelas ondas do Big Bang no início do universo

► Em Marte, há redemoinhos imensos de poeira todos os dias, que podem chegar a 100 metros de altura.

► A estrela Eta Carinea emite cerca de 3 milhões de vezes mais energia que o Sol.

► O Buraco Negro mais pequeno já descoberto, tem apenas 24km de diâmetro. Não te iluda: na verdade estes micro buracos negros exercem uma força de atração muito mais forte que os grandes, ou seja, quanto mais pequenos, mais devastadores.

► O seu corpo junto do Buraco Negro mencionado acima, se transformaria em um simples fio de espaguete.

► 45% dos americanos não sabem que o Sol é uma estrela.

► As estrelas anãs são tão densas, que uma colher feita desse material pesaria tanto quanto um carro.

 A ultima vez que um meteoro consideravelmente perigoso caiu na terra foi em 15/02/2013, na Russia.

► A maior estrela do universo já conhecida é a estrela VY Canis Majoria com a dimensão de 2,9 bilhões de quilômetros. Só para ter noção do tamanho, se comparada ao nosso sol, ela tem quase duas mil vezes mais massa
► Segundo especialistas, o Big Bang não foi uma explosão, e sim uma expansão.

► Energia solar suficiente para abastecer todo o planeta por 18 anos atinge a superfície da terra todos os dias. Mas a gente só da conta da capturar energia suficiente para abastecer a Europa por 12 minutos. 

► Cientistas acreditam que eventualmente ocorrem chuvas de diamante em Netuno

► Existem mais estrelas no céu do que grãos de areia na terra.

► A luz solar leva 8 minutos e 17 segundo para chegar na terra.

► O lugar mais frio do sistema solar é Tritão, satélite de Netuno, com a temperatura de -240º C.

► O telescópio Hubble é tão potente que consegue fotografar uma mosca a uma distância de 13.700 km.

► Com a tecnologia atual, é possível mandar um homem para Marte, mas impossível trazê-lo de volta.

► As tempestades de Netuno geram fortes ventos que chegam a 2,400 km por hora.

► Titã, um satélite de Saturno, é o planeta conhecido mais semelhando a Terra. Porém, impossível de ser habitado.

► Vênus é o Planeta mais quente no sistema Solar, chegando a 500º C.

► O maior vulcão conhecido está, acredite, em marte. Ele foi batizado de Monte Olimpo e é três vezes mais alto que o nosso Monte Everest.

► Hoje, existem cerca de 2.900 satélites em órbita da terra.

► A Terra já teve um anel, como Saturno. Esse anel era formado de poeira e rochas quentes avermelhadas, mas sumiu dando origem a Lua.

► O Universo observável contem aproximadamente 100 bilhões de galáxias, e cada galáxia contem cerca de 100 bilhões de estrelas.

► Cientistas já descobriram um pequeno reservatório de Açúcar em uma nuvem de gás e poeira no centro da Via Láctea.

► A maior galáxia do Universo conhecida é a IC-1101, com aproximadamente 100 trilhões de estrelas.

► O Sol possui 99,9% de toda a massa do sistema solar.

► No início do Planeta Terra, um dia durava apenas 6 horas.

► Cientistas acreditam que a água surgiu na terra através de cristais dentro de meteoros que caíram na terra há cerca de 3,9 bilhões de anos.

► O primeiro grande continente da Terra não foi Pangeia como dizem na escola e nos livros, foi Rodinia, cerca de 700 milhões de anos antes.

► 90% da massa do seu corpo é na verdade poeira estelar, pois todo os elementos exceto o hidrogênio, foram criados nas estrelas.

► A superfície do sol é misteriosamente mais quente do que o seu interior.

► Os dias na Lua são escaldantes e as noites extremamente frias. A temperatura varia de -150º C a 120º C.

► Olhando da terra, é possível distinguir 500 mil crateras na Lua.

► Todas as estrelas que você enxerga no céu à noite são maiores e mais fortes que o nosso Sol.

► Em um universo paralelo você é um parafuso.

► Em um outro universo paralelo você é maior que o Sol e menor que um sapo.

► Todos os anos caem cerca de 150 toneladas de meteoritos e fragmentos na Terra. trata-se de uma média de 410kg por dia.

► Uma viagem só de ida para Alpha-Centauri, a estrela mais próxima do Sol, levaria 70.000 anos. 

► Se uma estrela está situada a uma distância de 50 anos-luz da Terra, a luz que vemos hoje é aquela que ela emitiu há 50 anos.

► Como a luz da estrela demora para chegar até nós, é possível que muitas estrelas que vemos na Terra não existam mais.

► A famosa mancha vermelha de Júpiter é uma tempestade colossal que já dura 400 anos. Detalhe: essa mancha é 2 vezes maior que a terra.

► E a cada minuto, em algum lugar no universo, uma estrela exploda e brilha mais do que toda uma galáxia.


Leia mais: http://blogskylab.blogspot.com/2013/03/50-curiosidades-sobre-o-universo.html#ixzz2wuUOqo9D

quinta-feira, 20 de março de 2014

terça-feira, 18 de março de 2014

VOSTOK I

Vostok I





  1. Vostok 1

Insígnia da missão
Sinal de chamadaКедр
(Kedr - Pinus sibirica)
Estatísticas da missão
Número de tripulantes1
Lançamento12 de abril de 1961
06:07 UTC
Cosmódromo de Baikonur
Aterrissagem12 de abril de 1961
07:55 UTC
51.2º N 45.9º E
Órbitas1
Duração1h 48m
Imagem da tripulação
Yuri Gagarin
Yuri Gagarin
Navegação

Vostok-2 mission patch.jpg Vostok II
Próximo
Próximo
Vostok I (russo:Восток-I - Leste I ou Oriente I) foi a primeira missão do programa espacial soviético Vostok e a primeira missão espacial tripulada daHistória. A espaçonave foi lançada do Cosmódromo de Baikonur em 12 de abril de 1961, levando Yuri Gagarin, um cosmonauta e piloto da Força Aérea Soviética, ao espaço.
O voo marcou a primeira vez que um ser humano foi ao espaço exterior e o primeiro voo orbital de uma nave tripulada. Ele consistiu de uma única órbitaem torno da Terra, com a duração de 1h 48min entre o lançamento e o pouso. Como planejado, após a reentrada Gagarin pousou separadamente da Vostok, sendo ejetado da espaçonave à cerca de 7000 m de altitude, descendo de pára-quedas na província de SaratovRússia.
A Vostok I foi projetada e construída por Sergei Korolev, cientista-chefe da Roskosmos, a agência espacial soviética, sob a supervisão de Kerim Kerimov, general e um dos fundadores do programa espacial.1 Devido ao segredo mantido na época pela União Soviética sobre seu programa espacial, detalhes da missão só vieram a público muitos anos depois. Na época, o governo havia preparado três comunicados diferentes à imprensa, um para o sucesso e dois para o fracasso.2

Parâmetros da missão

Massa: 4.725 kg
Perigeu: 169 km
Apogeu: 327 km
Inclinação: 64,9°
Período orbital: 89,34 min

Antecedentes[



Em 1957, os soviéticos haviam colocado em órbita o primeiro satélite artificial do mundo, o Sputnik 1, dando início à chamada corrida espacial entre a União Soviética e os Estados Unidos. As duas nações queriam desenvolver seus programas espaciais rapidamente e serem a primeira a colocar um homem no espaço.
O programa soviético criado para isso chamou-se Vostok. Antes do lançamento de Gagarin, foram lançadas várias cápsulas não-tripuladas, entre maio de 1960 e março de 1961, para testar e desenvolver o foguete lançador e a espaçonave, ambos com o mesmo nome. Estas missões tiveram níveis variados de sucessos e fracassos, mas particularmente, o grande sucesso das duas últimas, Korabl-Sputnik-4 e Korabl-Sputnik-5, abriram caminho para o lançamento de uma cápsula tripulada.

A nave

A Vostok 1 foi a primeira de um série de naves Vostok tipo 3KA a voar. Oito delas foram construídas e seis foram ao espaço em voos tripulados. O primeiro com Gagarin em abril de 1961 e o último com Valentina Tereshkova, na Vostok VI, em junho de 1963.
A cápsula tinha um sistema limitado de propulsão, o que fazia com que sua orientação, durante a reentrada na atmosfera após a separação do último estágio dos retrofoguetes, não pudesse ser controlada. Isso significava que ela precisava ser protegida por todos os lados do calor da fricção durante a descida pelas altas camadas da atmosfera, o principal fator de segurança pelo qual ela era esférica (diferente das cápsulas do programa espacial norte-americano Mercury, que eram cônicas). Sua forma permitia que tivesse um máximo volume com um mínimo de exposição da superfície externa.
Algum controle do sistema de navegação de reentrada era possível, deslocando o centro de gravidade da nave pelo deslocamento de equipamento pesado dentro dela, o que dava ao cosmonauta a possibilidade de maiores chances de sobrevivência à força G, viajando em posição praticamente horizontal. Mesmo assim, o tripulante enfrentava forças G do nível 8 e 9.


A Vostok I.
Suas principais especificações técnicas eram:
Capacidade de tripulantes - 1
Comprimento - 5 m
Diâmetro - 2,3 m
Massa - 2.460 kg
Massa do escudo protetor de calor - 837 kg
Peso do equipamento de recuperação: 151 kg
Peso da tripulação e mantimentos: 336 kg
Aceleração da reentrada em trajetória balística - 8G (78 m/s2)
Ejeção do tripulante - 7 km
Abertura do pára-quedas principal - 2,5 km

O escolhido



Projetada para transportar apenas um tripulante, Yuri Gagarin, oficial de 27 anos, foi o escolhido para a missão, entre os cosmonautas selecionados para o programa espacial tripulado. Os dois cosmonautas reservas foram Gherman Titov e Grigori Nelyubov. A escolha foi formalmente anunciada oito dias antes do voo, mas Gagarin era o favorito entre o grupo desde vários meses.
Essa escolha recaía fortemente na opinião de Nikolai Kamanin, chefe do treinamento do grupo de astronautas selecionados, ex-piloto e herói nacional soviético na II Guerra Mundial. Em 5 de abril, poucos dias antes do voo, ele escreveu em seu diário que ainda estava indeciso entre Gagarin e Titov: "a única coisa que ainda me impede de escolher Titov é a necessidade de ter uma pessoa mais forte fisicamente para o voo de um dia"..3 Ele se referia ao voo já programado da Vostok II, em seguida, que teria 24 horas de duração, enquanto a Vostok I faria apenas uma órbita em torno da Terra.
Quando Gagarin e Titov foram informados da decisão numa reunião em 8 de abril, Gagarin ficou muito feliz e Titov desapontado. No dia seguinte, o encontro foi repetido e formalizado em frente às câmeras de tv, sem transmissão pública, com Gagarin aceitando a missão, de maneira a que posteriormente houvesse uma gravação do fato. O nível de segredo era tão grande, que Aleksei Leonov, outro dos candidatos ao posto, só tomou conhecimento de quem seria o primeiro no espaço depois do próprio voo ter começado.4
Gagarin foi examinado por uma junta médica antes do voo. Em junho de 2011, um dos doutores deu seu testemunho sobre o momento: Gagarin parecia mais pálido que o normal. Ele estava pouco social e calado, o que não era o seu normal. Apenas respondia as perguntas feitas com curtos "sim" ou movimentos de cabeça. Em alguns momentos começava a cantarolar baixinho algumas melodias. Era um Gagarin diferente. Depois do exame o abraçamos e eu lhe disse: "Yuri, tudo vai correr bem". Ele bateu a cabeça de volta.5

Preparativos

Ao contrário de missões Vostok posteriores, não havia navios soviéticos em diversos pontos do globo preparados para seguir e receber os sinais da espaçonave durante sua órbita ao redor da Terra. Ao invés disso, o voo contou com uma rede de estações terrestres, chamadas de Pontos de Comando, preparados para a comunicação com a Vostok no espaço, mas todos localizados dentro do território da União Soviética.
Por causa de restrições quanto ao peso da cápsula, a Vostok I não tinha um retrofoguete de reserva. Ela transportava provisões para dez dias, permitindo a sobrevivência de Gagarin a bordo, até que no final deste prazo a cápsula caísse de volta na Terra por inércia, caso o único retrofoguete falhasse.
Toda a missão seria controlada por sistemas automáticos a bordo ou do controle de terra, porque os médicos e cientistas desconheciam ainda se o homem poderia continuar com suas funções vitais e reflexos em perfeita ordem, sendo submetido à falta de gravidade. Assim, os controles manuais do piloto foram travados mas, apesar disso, um envelope com os códigos para destravar estes controles foram colocados a bordo, para o caso de uma emergência.2

Pré-lançamento

Na manhã de 11 de abril de 1961, o foguete Vostok-K, com a cápsula Vostok I acoplada em seu cimo, foi transportado por vários quilômetros até a plataforma de lançamento em Baikonur sobre uma grande carreta, em posição horizontal. Com o foguete em posição, Korolev inspecionou o conjunto e, sem encontrar problemas, ele foi colocado na posição vertical de lançamento. Às 10:00 (hora de Moscou), Gagarin e seu reserva Gherman Titov fizeram uma última verificação do plano de voo e foram informados que o lançamento estava marcado para o dia seguinte, às 9:03 (hora de Moscou). Esta hora foi escolhida de maneira a que quando a espaçonave começasse a voar sobre a África, momento em que os retrofoguetes deveriam ser acionados para a reentrada, a iluminação solar estaria na posição ideal para os sensores do sistema de orientação da espaçonave.
Às 18:00, os dois cosmonautas foram instruídos pelos psiquiatras a não comentarem sobre a missão próxima e Gagarin e Titov passaram a noite relaxando escutando música, nadando numa piscina e falando de suas infâncias. Às 21:50, lhes foram oferecidas pílulas para dormir, para que tivessem uma boa noite de sono, mas os dois declinaram. Médicos colocaram sensores nos dois homens para monitorar suas condições durante a noite e acreditaram que os dois dormiram bem. Biógrafos posteriores, entretanto, afirmaram que nenhum dos dois dormiu naquela noite. Sergei Korolev também não dormiu, dominado pela ansiedade pelo lançamento na manhã seguinte.

Missão

Às 05:30 da manhã de 12 de abril de 1961, Gagarin e Titov acordaram, tomaram café da manhã, vestiram seus trajes espaciais e foram transportados até a plataforma de lançamento. Gagarin entrou na Vostok 1 e às 07:10 o sistema de radio-comunicação da cabine foi ligado. Como ele no interior da cápsula, sua imagem apareceu em todos os televisores do centro de lançamento, enviados por uma câmera a bordo. O lançamento só ocorreria em duas horas, e nesse intervalo ele ficou conversando com o CAPCOM (controlador de voo) da missão, com Korolev, Kamanin e alguns outros.
Depois de uma série de testes e revisões, quarenta minutos depois de Gagarin entrar na Vostok a escotilha da espaçonave foi fechada, mas logo se descobriu que a vedação não estava perfeita, obrigando os técnicos a passarem cerca de uma hora removendo e trocando parafusos até poderem selá-la corretamente. Durante este intervalo, Gagarin pediu que tocassem música pelo rádio da nave. Korolev estava muito nervoso no comando da equipe de lançamento, com dores no peito, e tomou uma pílula para acalmar os nervos e diminuir o batimento cardíaco. Por outro lado, Gagarin estava completamente calmo, com sua pulsação medida em 64 batimentos por minuto pouco antes do lançamento.6

Lançamento



06:07 UTC - a Vostok 1 é lançada do Cosmódromo de Baikonur. Pelo rádio, Korolev fala:Estágio preliminar...intermediário.....principal....lançada! Desejamos a você uma boa viagem, tudo está perfeito. Gagarin respondeu: Vamos embora.
06:09 UTC - com dois minutos de voo as quatro seções dos propulsores do foguete preliminar esgotam o combustível e eles se soltam do núcleo da espaçonave.
06:10 UTC - o invólucro que cobre a Vostok 1 é liberado e deixa a descoberto a janela aos pés de Gagarin e o sistema de orientação ótica da nave.
06:12 UTC - com cinco minutos de voo, o estágio intermediário do foguete esgota o combustível e se destaca da nave, que segue para a órbita após a ignição de seu último foguete propulsor.
06:13 UTC - com o último foguete empurrando a Vostok até a órbita, Gagarin transmite:"....o voo continua bem. Eu posso ver a Terra e a visibilidade é boa...posso ver quase tudo...há boa quantidade de espaço vazio visível sob a cobertura de nuvens... continuo voando e tudo está bem."
06:14 UTC - o último estágio do foguete continua em funcionamento e a Vostok começa a passar sobre a Rússia central. Gagarin transmite: "... tudo está funcionando bem, todos os sistemas estão funcionando... vamos continuar."
06:15 UTC - Com três minutos da ignição do estágio final do foguete, Gagarin transmite: ... Zarya 1, Zarya 1 (o controle de voo em Baikonur)...não posso ouvi-los muito bem mas estou bem. Continuo em voo.... A Vostok começa a sair do alcance de frequência de rádio de Baikonur.

Órbita

7 Os controladores de terra só souberam se a nave havia atingido uma órbita estável 25 minutos após o lançamento.6
06:17 UTC - O estágio final do foguete Vostok desliga-se e dez segundos depois separa-se da Vostok 1 que entra em órbita. Gagarin informa:"..a nave está operando normalmente. Eu posso ver a Terra pelo visor. Tudo corre como planejado." A nave passa sobre a Rússia em direção à Sibéria.


A trajetória da Vostok I e de Yuri Gagarin na órbita em volta da Terra.
06:21 UTC - Gagarin passa sobre a Península de Kamchatka em direção ao norte do Oceano Pacífico.
06:25 UTC - A Vostok começa a cruzar em linha diagonal o Oceano Pacífico, desde Kamchatka até até a ponta sudoeste daAmérica do Sul. Gagarin pergunta: "O que vocês podem me dizer sobre o voo? O que podem me dizer?". Ele está querendo informações sobre seus parâmetros orbitais. O controle de terra responde de volta:"Não há instruções do Nº20 (Sergei Korolev) e o voo está transcorrendo normalmente." Eles estão dizendo a Gagarin que não há ainda parâmetros orbitais disponíveis porque o voo em órbita ocorre apenas há seis minutos, mas os sistemas da espaçonave funcionam a contento.
06:31 UTC - Gagarin transmite para a estação de Khabarovsk"Eu me sinto esplêndido, muito bem, muito bem, me deem alguns dados do voo". A estação responde: "Repita, não podemos ouvi-lo muito bem". Gagarin transmite novamente: "Eu me sinto muito bem, me deem seus dados sobre o voo". A Vostok passa do alcance da antena VHF de Khabarovsk e perde o contato.
06:37 UTC - a Vostok 1 continua sua jornada enquanto o Sol se põe sobre o Pacífico Norte. Ela entra na noite, a noroeste doHavaí. Fora do alcance das antenas VHF das estações de terra, a comunicação agora é via rádio em frequencia HF.
06:46 UTC - a estação de Khabarovsk envia a mensagem KK via telégrafo (em rádio HF para a Vostok 1). Ela significa 'Informe o monitoramento dos comandos de bordo'. Eles pedem a Gagarin que informe quando o sistema automático de descida da espaçonave recebeu as instruções do controle de terra. Gagarin responde às 06.48 UTC.
06:48 UTC - Gagarin cruza a Linha do Equador em 170º oeste, viajando em direção sudeste e começa a cruzar o Pacífico Sul.
06:49 UTC - Gagarin informa que está no lado escuro da Terra.
06:51 UTC - Gagarin informa que o sistema de controle de altitude foi ligado. Este sistema é usado pela Vostok 1 para ligar os retrofoguetes.
06:53 UTC - a estação de Khabarovsk transmite a Gagarin por rádio em onda HF: "por ordem do nº33 (General Nikolai Kamanin) os transmissores foram ligados e transmitimos isso: o voo está ocorrendo como planejado e a órbita é a calculada". Eles dizem a Gagarin que a órbita está estável e ele recebe mensagem.
06:57 UTC - a Vostok 1 está sobre o Pacífico Sul entre a Nova Zelândia e o Chile quando Gagarin transmite a mensagem:"... Continuo em voo e estou sobre a América. Transmiti o sinal "ON".
07:00 UTC - A Vostok 1 cruza o Estreito de Magalhães na ponta da América do Sul. As noticias sobre a missão começam a ser difundidas ao mundo pela Rádio Moscou.
07:04 UTC - Gagarin envia mensagem sobre o status operacional da espaçonave, mas ela não é recebida pelas estações em terra.
07:10 UTC - passando sobre o Oceano Atlântico, o Sol levanta no horizonte e a Vostok 1 entra novamente na luz do dia. Faltam quinze minutos para a ignição dos retrofoguetes.
07:13 UTC - Gagarin envia nova mensagem sobre o status da espaçonave. Moscou recebe parte dela: ..ouço vocês bem..o voo continua normalmente.
07:18 UTC - Gagarin envia mensagem sobre o status operacional da espaçonave, mas ela não é recebida pelas estações em terra.
07:23 UTC - Gagarin envia mensagem sobre o status operacional da espaçonave, mas ela não é recebida pelas estações em terra.
O sistema automático da nave coloca a Vostok 1 em alinhamento para a ignição dos retrofoguetes, com cerca de 1 hora de voo.

Reentrada e pouso[editar | editar código-fonte]

Às 07:25 UTC, os sistemas automáticos da nave a trouxeram até a altitude determinada para ligar os retrofoguetes e pouco depois ocorreu a ignição, quando a Vostok se aproximava da costaoeste da África, perto de Angola, a 8000 km de distância do local do pouso, na Rússia. Os retrofoguetes mantiveram-se ligados por 42 segundos.6
Ficheiro:Qvos1cap.jpg
A Vostok I, ainda com o pára-quedas acoplado, após o pouso.
Dez segundos após a queima de motores, comandos foram enviados da Terra para que o módulo de serviço da Vostok se separasse do módulo de comando(onde fica o cosmonauta), mas os dois continuaram acoplados por um feixe de fios. Dez minutos depois, as duas metades acopladas iniciaram a reentrada e a cápsula com Gagarin começou a sofrer fortes oscilação e a girar no espaço quando se aproximavam do Egito. Neste ponto os fios se quebraram e o módulo de reentrada, livre, estabilizou-se na altitude correta de reentrada. Gagarin telegrafou a mensagem tudo está OK, apesar da Vostok continuar a girar fortemente. Mais tarde, ele declararia que não comunicou o fato por não querer "fazer barulho" e ter calculado que as vibrações e os giros (aparentemente causados pela forma esferica da cápsula) não colocavam a missão em perigo.6 À medida que descia, Gagarin enfrentou força G 8 mas manteve-se consciente.
Às 07:55 UTC, quando a Vostok encontrava-se ainda a 7 km do solo, a escotilha da nave foi automaticamnete aberta e ele ejetado do interior. A 2,5 km do solo, o pára-quedas principal da nave abriu-se e ela começou a descer lentamente para o chão. Duas estudantes que viram a nave descendo do céu e pousando descreveram a cena: "Era um enorme bola, com tamanho de dois ou três metros. Ela caiu, bateu no solo, saltou e caiu novamente. Ficou um grande buraco onde ela bateu pela primeira vez."6 O pára-quedas de Gagarin abriu quase ao mesmo tempo que o da Vostok e cerca de dez minutos depois, às 08:05, ele pousou em segurança no solo, cerca de 26 km a sudoeste de Engels, na província de Saratov..2
Um fazendeiro e sua filha observaram a estranha cena de uma figura caída do céu de pára-quedas, vestida num fosforecente macacão laranja e com um capacete branco na cabeça. Gagarin mais tarde relembrou: "Quando eles me viram no meu traje espacial e com o pára-quedas aberto se arrastando ao meu lado enquanto eu caminhava, eles recuaram com medo. Então eu lhes disse, "não tenham medo, eu sou um soviético como vocês, que desceu do espaço e precisa arranjar um telefone para ligar para Moscou.".8

Repercussão

A missão da Vostok e o voo de Gagarin foram saudados em todo mundo como uma grande conquista da Humanidade e da União Soviética. Nos Estados Unidos, o governo congratulou oficialmente a URSS por sua conquista.9 Na imprensa americana, as reações foram diversas. No New York Times, "os sentimentos foram mistos, devido ao medo das implicações militares que um voo espacial poderia provocar na Guerra Fria".10 Para alguns jornais, "o povo de WashingtonParisLondres e de todos os lugares, deveria estar dançando nas ruas pela conquista, se não fosse o sentimento de duvidas e suspeitas sobre as intenções da União Soviética". Outros veículos escreveram sobre o medo de que o voo significasse uma vitória da propaganda em benefício do comunismo.11
O presidente John Kennedy declarou que ainda seria necessário algum tempo até que o país pudesse se igualar à URSS na tecnologia de foguetes e propulsores, e que as próximas notícias ainda seriam piores antes de ser boas. Apesar disso, Kennedy mandou congratiulações oficiais ao governo soviético pela "fantástica conquista tecnológica".
Adlai Stevenson, o embaixador dos EUA na Organização das Nações Unidas, declarou, de maneira irônica: "Agora que os cientistas soviéticos foram capazes de mandar um homem ao espaço e trazê-lo de volta vivo, espero que eles também ajudem a reviver e trazer de volta as Nações Unidas," e numa declaração mais séria, insistiu para que as nações criassem urgentemente tratados internacionais sobre o uso pacífico do espaço.


Gagarin é recebido e homenageado noCairo por militares da Força Aérea do Egito. (1962)
Na Índia, o primeiro-ministro Jawaharlal Nehru elogiou os soviéticos pela "grande vitória do Homem sobre as forças da natureza". No Japão, a imprensa instava a que "tanto os EUA quanto a URSS usassem seus novos conhecimentos tecnológicos em benefício da espécie humana". O Egito expressou esperanças de que a guerra Fria pudesse transformar-se numa "corrida pacífica pelo espaço infinito".
Em outros países ocidentais, a reação foi de cautela com relação ao feito. Na Grã-BretanhaThe Economist expressou receios de que plataformas orbitais pudessem ser usadas para ataques nucleares de surpresa, enquanto o alemão-ocidental Die Welt, argumentava que "os Estados Unidos tinham os recursos tecnológicos para enviar um homem ao espaço antes, mas foram derrotados pela determinação soviética".
Yuri Gagarin tornou-se uma celebridade mundial após o voo da Vostok I. Foi condecorado como Herói da União Soviética pelo governo de Nikita Krushev.8 e recebido por governos e por multidões nas ruas nas visitas oficiais que fez nos meses seguintes a cidades tanto do Ocidente quanto daCortina de Ferro, como LondresParisBerlimCairoEstocolmoSofiaVarsóviaBelgrado e até São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil.12

Legado



memorial construído no local de pouso da Vostok I, em Saratov.
O local da aterrissagem da Vostok I é hoje um parque e memorial. Sua figura central é um monumento de 25 m de altura, que consiste numa espaçonave prateada subindo ao espaço sobre uma coluna metálica curva de chamas, partindo de uma base de pedra branca. Na frente dela, há uma estátua branca de Gagarin, com três metros de altura, vestido em traje espacial, com uma mão levantada saudando e outra segurando o capacete.13
O módulo de comando e reentrada da espaçonave está hoje em exposição no Museu da RKK Energiya em Korolev, perto de Moscou.14
Em 2011, o documentarista britânico Christopher Riley uniu-se ao astronauta italiano Paolo Nespoli, integrante da Expedição 27 na Estação Espacial Internacional, com o objetivo de tentar reproduzir, juntando imagens de arquivo feitas por Gagarin em 1961 e imagens feitas hoje da ISS por Nespoli, o que o soviético teria visto do espaço em seu voo pioneiro. O resultado do trabalho e da montagem das duas filmagens, resultou no documentário First Orbit, disponibilizado na Internet para comemorar o 50º aniversário do primeiro voo espacial humano.15
Desde 1962, o dia 12 de abril, dia do voo da Vostok I, é celebrado como Dia da Cosmonáutica, na Rússia.8


http://pt.wikipedia.org/wiki/Vostok_I

APOLLO 11

Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo e a primeira a realizar uma alunagem, no dia 20 de julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu a meta proposta pelo Presidente John F. Kennedy em 25 de maio de 1961, quando, perante o Congresso dos Estados Unidos, afirmou:
Composta pelo módulo de comando Columbia, o módulo lunar Eagle e o módulo de serviço, a Apollo 11, com seus três tripulantes a bordo, foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, às 13:32 UTC de 16 de julho, na ponta de um foguete Saturno V, sob o olhar de centenas de milhares de espectadores que enchiam estradas, praias e campos em redor do Centro Espacial Kennedy e de milhões de espectadores pela televisão em todo o mundo, para a histórica missão de oito dias de duração, que culminou com as duas horas e quarenta e cinco minutos de caminhada de Armstrong e Aldrin na Lua.

Tripulação

A tripulação era composta por três astronautas:2
A tripulação reserva era composta pelos três astronautas:

Missão

A Águia Pousou

Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins, os tripulantes da nave Columbia e integrantes da missão Apollo 11, tiveram um lançamento perfeito da Terra, uma jornada longa e calma para a Lua e uma rotineira ignição dos motores para colocá-los em órbita lunar. O seu destino era um local chamado Mar da Tranquilidade, uma grande área plana, formada de lava basáltica solidificada, na linha equatorial da face brilhante do satélite.Após a separação dos módulos da Apollo, enquanto Michael Collins ficava no Módulo de Comando Columbia numa órbita cem quilómetros acima do satélite, Armstrong e Aldrin começaram a sua descida ao Mar da Tranquilidade a bordo do Módulo Lunar Eagle. Não havia assentos no ML. Armstrong e Aldrin voavam em pé, firmes nos lugares por cordas elásticas presas no chão. Durante o mergulho, eles olharam pelas janelas e cronometraram a passagem dos marcos das paisagens abaixo deles, através de uma escala marcada na janela de Armstrong, para confirmar o rastreamento de dados que o controle da missão no Centro Espacial de Houston estava a receber. Com a ajuda de Houston, também verificaram o estado do Módulo. Se, como dizia Eugene Cernan - um ex-piloto da marinha americana que se tornou astronauta e comandou a última das missões a pousar na Lua, a Apollo 17 - pousar o Módulo Lunar era mais fácil que pousar um jato num porta-aviões durante a noite, uma das muitas vantagens era o fato de o Eagle estar equipado com o que era, na época, um sofisticado computador de bordo, que fez a maior parte do trabalho de rotina do voo de descida da nave. Exceto nos momentos finais da aproximação do solo, voar na trajetória correta era apenas uma questão de analisar os dados de navegação dos sistemas de radar e de inércia e então ir delicadamente ajustando o impulso e a ação dos motores do Módulo Lunar. Era uma tarefa de trabalho intensivo e bem ajustado ao controle do computador.Várias vezes durante a descida, porém, o computador soou alarmes. A trajetória da nave parecia boa, mas a mensagem de alerta “1202” trouxe alguns segundos tensos à tripulação até que o Houston avisasse que, ao que parecia, partes da memória do computador estavam a ser sobrecarregadas com estranhos dados do radar de aproximação. Felizmente, não só o computador tinha sido programado de modo que continuasse a conduzir tarefas de alta prioridade, como também a pessoa que melhor o computador conhecia — o homem que o criou, o engenheiro de sistemas Steve Bales — precisou de apenas alguns segundos para diagnosticar o problema e recomendar que o pouso continuasse. Mais tarde, Bales ficaria de pé ao lado da tripulação numa cerimônia na Casa Branca e foi condecorado pela sua especial contribuição para o sucesso da missão.Os alarmes contínuos e as quebras nas comunicações entre o Eagle e Houston eram irritantes, mas em todos os outros aspectos o computador do ML e o sistema de navegação tiveram um desempenho brilhante. Oito minutos e trinta segundos após a ignição do motor de descida, o computador colocou o Módulo quase ereto e Armstrong teve sua primeira visão em close-up do lugar para onde estava sendo levado pelo computador. Ele estava a cerca de 1 600 m acima e 6 000 m a leste da área de pouso. Como planejado, tinha combustível para mais 5 minutos de voo. Cada astronauta tinha uma janela pequena, triangular e de vidraça dupla à sua frente.
"Buzz" Aldrin ao lado do Módulo Lunar - Apollo 11.
Em princípio, se Armstrong não gostasse do ponto escolhido pelo computador, poderia movimentar o “joy-stick” manual de controle para frente, para trás ou para qualquer lado, além de orientar o computador para mover um pouco o alvo na direção indicada. De acordo com o plano, Aldrin dava a Armstrong o ângulo de descida de poucos em poucos segundos, porém a arte de direção computadorizada no tempo da Apollo 11 não era tão refinada como seria nas próximas missões e o computador estava a colocar o Eagle dentro de um campo de rochas, a nordeste de uma cratera do tamanho de um campo de futebol. Não havia problema para Armstrong em pousar num campo de rochas. Não era essencial que o ML pousasse perfeitamente ereto. Uma inclinação de mais de quinze graus não causaria nenhum problema em particular para o lançamento de volta à órbita após a missão. No entanto, se ele batesse com o sino do motor ou uma das patas do trem de aterragem numa rocha grande, haveria uma hipótese real do Módulo Lunar sofrer um dano estrutural. Decidiu então seguir a velha máxima dos pilotos: “Em caso de dúvida, aterre longe”. Para o fazer, teria que sobrevoar a cratera e pousar a oeste. E não havia maneira – nem tempo – de dar ao computador uma atualização de informações suficiente via controle manual. Então, a uma altitude de cerca de 150 m do solo, Neil Armstrong assumiu completamente o controle manual da nave para a descida final, apontou o ML para frente, começou a voar como um helicóptero e levou o Eagle para 400 m a oeste, sobre crateras e rochas. Enquanto Armstrong conduzia o Módulo Lunar à procura de um bom ponto de aterragem, a sua atenção estava totalmente focada no trabalho que tinha em mãos. Aldrin foi quem virtualmente falou o tempo todo e também estava bastante ocupado. Lia os dados do computador para Armstrong dando-lhe a altitude, a taxa de descida e a velocidade frontal. No Houston, o Diretor do Voo Gene Kranz e outros membros da equipe de apoio na Sala de Controle da missão, estavam a vigiar a telemetria do ML. Não sabiam ainda sobre a cratera e o campo de rochas, mas era óbvio que a alunagem estava a demorar mais tempo que o planejado. Além disso, a cada segundo que passava, havia uma crescente inquietação quanto ao combustível que restava. Por causa das incertezas em ambos os calibradores nos tanques e nas estimativas que podiam ser feitas por dados de telemetria no motor funcionando, a quantidade de tempo restante até que o combustível acabasse era de cerca de 20 s. Se chegassem a um nível muito baixo, Kranz teria que ordenar que a aterragem fosse abortada.
Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, no Módulo Eagle.
Um drama era a última coisa que alguém queria para o primeiro pouso na Lua. O evento em si já era monumental e excitante o bastante. Finalmente, Neil Armstrong achou um local que gostava, começou a diminuir sua velocidade frontal e deixou o Módulo Lunar descer suavemente para a superfície. Quando baixaram para 25 m, Houston avisou que eles tinham 60 s de combustível restante e na cabine 'Buzz' Aldrin viu uma luz de aviso que dizia a mesma coisa. Mas agora estavam muito próximos e era apenas uma questão de pousarem suavemente. Armstrong tinha diminuido quase toda a velocidade frontal do Eagle e quando começaram a levantar poeira com o exaustor do motor, pediu a Aldrin para confirmar se ainda se estavam a mover um pouco para frente. Queria pousar numa superfície que pudesse ver à frente, em vez do solo que não podia ver atrás. Aldrin deu a confirmação que ele queria e oito segundos depois viram a luz de contato. As sondas de dez pés de comprimento que pendiam do trem de pouso tinham tocado a Lua. Um segundo ou dois depois, estavam pousados e desligaram o motor. Só tinham mais 20 segundos de combustível, mas estavam pousados. Então Armstrong disse no rádio a frase imortal: “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed”. (“Houston, aqui Base da Tranquilidade. A Águia pousou”). A mais de 300 mil quilômetros dali, o mundo, que acompanhava ao vivo as comunicações de rádio entre o Controle de Voo no Centro Espacial Johnson em Houston e a Apolo 11, entrava em comoção e aplaudia e gritava e vibrava com o feito.
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O Homem na Lua

Câmera de TV externa do ML Eagle mostra Buzz Aldrin pisando a Lua.
Em todas as direções que se olhasse, a terra era como o solo plano de uma planície. O horizonte circular era quebrado aqui e ali por suaves bordas de distantes crateras. A meia distância, Armstrong e Aldrin podiam ver pedras arredondadas e cumes, alguns deles com talvez 7 ou 60 m de altura. Bem próximo, uma mistura de crateras deformava a superfície e havia pequenas rochas e seixos espalhados por toda parte. Era um local plano e nivelado, mas pequenas variações davam às redondezas uma delicada beleza própria. E é claro, por ser este o pouso pioneiro na Lua, tudo era de enorme interesse. Entretanto, antes que Armstrong e Aldrin pudessem prestar muita atenção à vista ou pensar em sair da nave, tinham de se certificar de que tinham uma nave funcional e que o computador de navegação estava carregado correctamente com as informações necessárias para levá-los de volta à órbita para o encontro com Collins. Finalmente, duas horas após o pouso, eles e os engenheiros da NASA ficaram convencidos de que o Eagle estava pronto para voltar para casa quando fosse o momento.
Buzz Aldrin em solo lunar.
De acordo com o plano de voo, Armstrong e Aldrin tinham instruções para terem um descanso de cinco horas antes de sair da nave. Porém, a excitação normal do momento histórico, fez com que solicitassem ao Houston permissão para se preparem para a saída, uma AEV - período de actividade extraveicular, no jargão da NASA. Normalmente a preparação para uma AEV supostamente demorava cerca de duas horas, mas como essa seria a mais curta de todas as AEV das missões Apollo, ninguém – excepto talvez a audiência mundial que esperava impaciente em frente daTV – estava preocupado quando os preparativos duraram três horas e meia. Finalmente, cerca de seis horas e meia após o pouso, abriram a escotilha do Módulo Lunar e Armstrong rastejou em direção a saída; primeiro os pés, depois as mãos e os joelhos. Instantes depois pisou o degrau mais alto da escada, em frente à bancada de trabalho da nave, onde estavam acondicionados os equipamentos científicos a serem usados na missão. A mais importante peça de equipamento era, sem dúvida, a câmara de TV preto e branco. Para os astronautas o pouso tinha sido o grande momento da missão. Mas para o mundo que aguardava ansioso, o grande momento ainda estava por vir.
Neil Armstrong precisou de dar um salto de um metro do último degrau da escada até ao protector das patas do Módulo. Dali estava apenas a dois centímetros de pisar na superfície lunar propriamente dita. Parou no suporte por um momento, testando o chão com a ponta de suas botas, antes de finalmente pisar no solo e dizer a frase épica da Era Espacial:
Cquote1.svg É um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade. Cquote2.svg
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Uma das marcas deixadas em solo lunar pelas botas do astronauta Buzz Aldrin na missão Apollo 11 em 20 de julho de 1969.
O solo era finamente granulado e tinha uma aparência empoeirada. Assim que o pisou, a sua bota afundou talvez um par de polegadas, fazendo uma pegada perfeitamente definida. Por causa do campo gravitacional relativamente fraco da Lua (1/6 da Terra), o peso total de Armstrong – metade astronauta, metade roupa e equipamento de sobrevivência – era de apenas 30 quilos. Movimentar-se não era particularmente cansativo, mas devido ao dramático deslocamento para cima e para trás do seu centro de gravidade, causado pela mochila de sobrevivência às costas, tinha de se inclinar para a frente para manter o equilíbrio e demorou alguns minutos até poder andar confortavelmente. Para o caso de precisar terminar a AEV repentinamente, Armstrong usou uma ferramenta de cabo comprido para juntar um pedacinho de rocha e terra dentro de um saco de Teflon. Suspendeu o saco, dobrou e guardou num bolso das calças do macacão o primeiro pedaço de solo extra-terrestre da história.
'Buzz' Aldrin juntou-se a Armstrong na superfície quinze minutos depois e durante as próximas duas horas e quarenta minutos, os astronautas examinaram o Módulo Lunar, montaram e colocaram em funcionamento a câmara de TV, hastearam e prestaram continência à bandeira americana – os dois eram oficiais da Força Aérea - instalaram instrumentos científicos, deram saltos como cangurus experimentando a baixa gravidade lunar, tiraram cerca de 100 fotografias, recolheram mais amostras no solo e falaram ao vivo com o Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, acompanhados pelos olhos e ouvidos de milhões de pessoas em todo o planeta, que assistiam a tudo pela televisão.

Bandeira

Foi colocada uma bandeira norte-americana, como prova da sua chegada à Lua. Os remates, as bainhas e a costura para a haste da bandeira foram cosidos por uma portuguesa de nome Maria Isilda Ribeiro.4 A bandeira era feita de nylon, para resistir ao ambiente lunar.5

Curiosidades

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Edwin "Buzz" Aldrin dentro do Módulo Lunar na Lua.
  • Buzz Lightyear, da série Toy Story foi uma homenagem ao astronauta Edwin "Buzz" Aldrin.
  • Após o pouso lunar, "Buzz", presbiteriano, retirou de um estojo que carregava os elementos para a Ceia do Senhor e comungou. Nesse período a NASA estava a travar uma acção judicial intentada pelo ateu Madalyn O'Hair (que tinha objectado ao facto de os astronautas da Apollo 8 lerem uma passagem do livro bíblico dos Gênesis) que exigia que os astronautas refreassem as suas actividades religiosas enquanto estivessem no espaço. Assim, Aldrin evitou mencionar esse assunto. Manteve o seu plano em segredo até mesmo de sua mulher, e não o comentou publicamente por vários anos. Nesse período Aldrin era membro na Webster Presbyterian Church, uma igreja presbiteriana em Webster, Texas. O estojo usado na comunhão foi preparado pelo seu pastor, o Rev. Dean Woodruff. Aldrin descreveu a sua comunhão na Lua e o envolvimento de seu pastor na mesma na edição de outubro de 1970 da revista Guideposts e no seu livro “Return to Earth”. A Webster Presbyterian Church ainda possui o cálice utilizado por Aldrin na Lua e comemora a Santa Ceia lunar todos os anos no domingo mais próximo de 20 de julho.6
  • Durante os meses que antecederam a missão, já escalado para o voo pioneiro, e sabendo que Neil Armstrong seria o comandante do voo histórico (e portanto, o primeiro na Lua), Aldrin, um homem voluntarioso, bem humorado e de personalidade intensa, tentou de todas as maneiras junto dos seus amigos, que trabalhavam na direcção do Programa Apollo e na organização da missão, arrumar um esquema de troca de lugares dentro do Módulo na hora da saída, com justificações técnicas, para que fosse ele, e não Armstrong, o primeiro homem a descer do Eagle e a pisar a Lua.[carece de fontes]
  • Os astronautas deixaram uma placa na Lua, onde se lê: Here Men From Planet Earth First Set Foot Upon The Moon. July 1969 A.D. We Came In Peace For All Mankind. (Aqui os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez a Lua. Julho de 1969. Viemos em paz, em nome de toda a Humanidade). A placa foi assinada pelos três astronautas que participaram da Apolo 11 e pelo Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.[carece de fontes]
  • Existem muito poucas fotos de Neil Armstrong na Lua porque ele ficou quase todo o tempo com a câmara fotográfica. Assim, quase todas as fotos que mostram um astronauta sobre o solo lunar durante a missão Apollo 11 são de Edwin Aldrin.[carece de fontes]
  • O pouso ocorreu no 96.º aniversário de Alberto Santos Dumont, que os brasileiros tem como Pai da Aviação.
  • Em 2012, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, informou ter encontrado no fundo do oceano Atlântico os motores do foguetão Saturno V da missão Apollo 11.7 Em Março de 2013, Jeff Bezos anunciou ter conseguido recuperar do fundo do oceano os motores do foguetão da missão Apollo 11. Os motores estavam a 4267 metros de profundidade e ainda que a operação seja financiada por fundos privados, os motores continuam a ser propriedade da NASA8 .
  • Em 25 de Agosto de 2012, morre Neil Armostrong, com 82 anos. Em 7 de agosto, ele passou por uma cirurgia de emergência no coração, após médicos encontrarem quatro entupimentos em suas artérias, e desde então estava se recuperando no hospital em Cincinnati, onde morava com a esposa.