terça-feira, 22 de abril de 2014

desafios da semana 8

DESAFIOS SEMANA 8

1)      QUAIS AS PRINCIPAIS ESTRELAS DA CONSTELAÇÃO DE ÓRION?




2)      COMO OCORRE UM ECLIPSE LUNAR?





3)      PORQUE A DIFERENÇA ENTRE PLANETA E PLANETA ANÃO?

Imagem da galáxia Andrômeda



acesso em: http://tudoparaum.wordpress.com/2012/02/

terça-feira, 15 de abril de 2014

Princípios básicos para a interpretação de
Imagens de Satélite Meteorológicos

1. Introdução
As observações ambientais vem sendo realizadas desde 1960, quando foi lançado pelos E.U.A. o satélite ambiental TIROS-1 (Television and Infrared Observation Satellite), destinado a coletar informações sobre a atmosfera terrestre. Entende-se por satélite ambiental qualquer satélite que forneça dados do planeta Terra.

Esses satélites observam a Terra a partir de dois tipos principais de órbita:
1.1. Órbita quase polar heliossíncrona: Órbita quase polar, quase circular, com altura variando entre 800 a 1200km. A combinação do movimento do satélite com o movimento de rotação da Terra permite a obtenção de faixas com dados de satélite com larguras de até 3000km; a altitude ou a inclinação da órbita podem ser combinadas de modo que o movimento do satélite seja heliossíncrono (o satélite passa numa dada posição geográfica sempre na mesma hora solar local, ou seja, as observações são sempre feitas nas mesmas condições de iluminação solar) e de modo a fornecer uma cobertura global a cada 12 horas.
1.2. Órbita geossíncrona ou geoestacionária: Órbita na qual o satélite fica parado em relação à Terra, ou seja, seu movimento a uma altura aproximada de 36000km é síncrono com o movimento de rotação da Terra; isto permite o monitoramento quase contínuo do disco planetário voltado para o satélite.
2. Fundamentos do sensoriamento remoto
O sensoriamento remoto fundamenta-se na propagação de radiação eletromagnética (*) em forma de ondas e sua interação com alvos naturais (nuvens, superfícies continentais e oceânicas, aerossóis etc...). Os sinais que atingem um sensor a bordo de um satélite são de caráter eletromagnético.
O espectro eletromagnético compreende uma vasta gama de comprimentos de onda, classificadas por região: raios gama, raios X, ultravioleta, visível, infravermelho, microondas, e ondas de rádio.

(*)radiação eletromagnética: forma de energia que se propaga através do espaço.

Para a compreensão da técnica de sensoriamento remoto é fundamental que se conheça as principais características dos espectros de emissão do Sol e da Terra: A principal fonte de energia para os fenômenos que ocorrem em nosso planeta é a radiação solar (ou radiação de ondas curtas). Esta é concentrada principalmente na região do visível (entre cerca de 0.4 a 0.7µm). Ao interagir com o sistema Terra-atmosfera, a radiação solar sofre uma série de transformações sendo então reemitida para o espaço na forma de radiação terrestre (ou radiação de ondas longas). Concentra-se principalmente no infravermelho termal (entre cerca de 4 a 100µm).
3. Características das imagens do visível e do infra-vermelho
3.1. Visível (VIS): imagem do visível é resultado da reflexão da radiação solar, pelas nuvens e pela superfície da Terra. O brilho neste tipo de imagem é uma indicação do albedo (*) dos alvos: tons claros representam área de alto albedo e tons mais escuros representam áreas de baixo albedo. O brilho de uma nuvem, conforme vista do espaço, é afetada pela posição angular da nuvem em relação ao sensor e ao Sol, na hora da observação e pela refletividade da própria nuvem . A refletividade , por sua vez, está relacionada com a profundidade da nuvem, distribuição e tamanho das gotas, composição (gotas de água ou gelo) e conteúdo de água líquida.

(*) albedo: é a porcentagem da radiação solar refletida.

3.2. Infravermelho (IR): Os sensores de radiação infravermelho medem a energia emitida pela superfície e pela atmosfera da Terra. A quantidade de energia emitida depende da temperatura da fonte radiativa. Na imagem do infravermelho, por convenção, tons claros representam áreas frias e tons escuros representam áreas quentes.
4. Base para interpretação de imagens:
Em geral as medidas dos satélites são indiretas e requerem interpretação. Não é uma técnica auto-suficiente, isto é, não elimina a necessidade de outros tipos de dados. A interpretação de imagens segue um processo intuitivo. Este processo é baseado em três aspectos de interpretação:
4.1. Variações no campo espectral: Neste aspecto devemos considerar que tudo que conseguimos distinguir em uma imagem visível ou infravermelha decorre de variações do campo espectral das várias superfícies presentes (nuvens, solo,água). Devemos raciocinar associando qualquer superfície em uma imagem com a energia que dela provém; ou seja, temos que pensar em níveis de energia refletida (VIS) ou emitida (IV).

Assim uma imagem do visível deve ser interpretada da seguinte maneira:

A) A imagem visível representa radiação refletida em uma faixa do espectro que nossos olhos podem captar.
B) Se a cor é branca, e a intensidade é forte, então a superfície reflete muita radiação (Esta superfície deve então ser ou uma nuvem densa, ou neve como por exemplo).

Para a imagem do infra vermelho:

A) A imagem infravermelha representa radiação emitida em uma faixa do espectro que nossos olhos não podem captar.
B) Se a cor é cinza escuro, então a superfície emite pouca radiação por estar relativamente quente (Esta superfície deve ser então uma nuvem baixa como por exemplo).
4.2. Variações do campo espacial: Por variações no campo espacial em uma imagem visível ou infravermelha, entende-se as diferentes características geométricas que auxiliam na identificação das várias superfícies como forma, tamanho, textura, padrão característico e localização geográfica. Uma nuvem cumulonimbus ativa e isolada apresenta uma forma típica de uma "pipoca estourada". Ao fazermos esta inferência estamos levando em conta a forma, o tamanho, a textura e certamente a experiência prévia no seu reconhecimento.
Quando em regiões costeiras de uma imagem identificamos nuvens resultantes da brisa marítima, estamos automaticamente utilizando a localização geográfica das nuvens como um elemento para explicar sua formação e localização.
No caso de padrões específicos, a presença de ciclones (centros de baixa pressão) com nuvens dispostas em espiral, é um exemplo de padrão que passa a se tornar facilmente identificavel à medida que se adquire experiência.
A análise do campo espacial é sempre feita em conjunto com a espectral.
4.3. Variações do campo temporal: Este aspecto da interpretação leva em conta variações que ocorrem no decorrer do tempo. Com elas acompanhamos a formação e dissipação de sistemas convectivos, o avanço de uma frente fria, a penetração de uma brisa marítima entre outros fenômenos meteorológicos.
5.Tratamento digital básico:
A área de tratamento digital de imagens encontra-se em franco desenvolvimento de modo que a cada dia aparecem novas metodologias destinadas a auxiliar o tratamento e interpretação de dados de sensoriamento remoto. Algumas dessas técnicas foram consagradas pelo uso e implementadas em caráter operacional.
5.1. Animação: Esta técnica é bastante utilizada no monitoramento de sistemas meteorológicos e consiste em visualizar, no monitor de vídeo, uma sequência temporal das imagens quadro a quadro, pelo processo de animação convencional. O intervalo de tempo é ditado pela resolução espacial e escala dos fenômenos a serem analizados . Imagens de satélite normalmente exibem nuvens que se movem em relação à Terra.
5.2. Zoom (ampliação): A técnica de ampliação de setores da imagem é o recurso utilizado quando se busca um maior detalhamento do fenômeno meteorológico de interesse. Isto é particularmente importante quando a imagem completa não pode ser visualizada com resolução espacial plena, em vista das limitações da resolução do monitor de vídeo. Neste caso, setoriza-se a imagem, escolhendo-se áreas menores de modo a maximizar a resolução espacial.
5.3. Técnicas de realce: Esta é uma técnica utilizada para aumentar o contraste e a nitidez de uma imagem com a finalidade de facilitar a interpretação. Cada elemento na imagem digital possui um numero (count) ao qual pode ser atribuido uma tonalidade de cinza ou uma cor, correspondente às radiâncias medidas. Realce é um ajuste no nível de cinza (ou cor) que produz uma imagem digital com os níveis de cinza (ou cores) alterados conforme alguma regra pré-estabelecida. Técnicas de realce podem ser utilizadas para a identificação de atividade convectiva severa.
6. Características principais das imagens Infravermelho divulgadas pelo IPMet
Fonte: INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Satélite: GOES 8

Resolução espacial: 10,14 x 13,29 km

Resolução radiométrica: 4 bits (16 níveis)

Resolução temporal mínima: 3 horas




Qual é a maior estrela do Universo?

Qual é a maior estrela do Universo?

por Manoel Schlindwein | Edição 70
A maior estrela conhecida do Universo é a VY Canis Majoris, também conhecida como VY Cma, que fica a 5 mil anos-luz da Terra e tem 2,9 bilhões de quilômetros de diâmetro, porte 1 800 a 2 100 vezes maior que o do Sol. O diâmetro da superstar equivale a nove vezes a distância da Terra ao Sol! Mas pode haver astros ainda maiores, já que hoje se conhecem "apenas" 70 septilhões de estrelas no Universo. A VY Canis Majoris fica na constelação de Cão Maior, na Via Láctea, e ganhou o nome da mitologia grega. A constelação representava o cachorro de Órion, o caçador gigante. Apesar do tamanho descomunal da Cma, não é possível vê-la da Terra - ela está morrendo e despejando parte de sua massa em uma nebulosa que encobre nossa visão. O posto de vice-campeã vai para a VV Cephei, com diâmetro de 1 600 a 1 900 sóis. "Os valores variam porque os dados são coletados a partir de aproximações e comparações, são sempre cálculos indiretos", explica Augusto Damineli, professor do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP. No quesito peso, a vencedora é a Eta Carinae, 150 vezes mais pesada do que o Sol (1,9891 x 1030 quilos do Sol, contra 298,365 x 1030 quilos de Eta Carinae). Tamanho nem sempre significa brilho - a mais brilhante daqui da Terra é o Sol - nem luminosidade - em que a LBV 1806-20 é campeã. O brilho está relacionado àquilo que podemos observar aqui da Terra; e a luminosidade é o brilho de fato, como se as estrelas fossem colocadas lado a lado e pudéssemos comparar sua intensidade. Depois do Sol, a estrela mais brilhante para nós é a Sirius, distante 8,57 anos-luz.


qual-e-a-maior-estrela-do-universo

Calçada da fama estelar Comparado com as maiores estrelas em algumas categorias, o Sol perde o trono de astro rei Se o Sol fosse... - Uma bolinha de tênis
A maior estrela da categoria seria... - Um campo de futebol
TAMANHO
VY CANIS MAJORIS - 2 100 vezes maior que o Sol
DIÂMETRO - 3 bilhões de quilômetros
ONDE FICA - Constelação de Cão Maior
Se o Sol fosse... - Um homem de 85 kg
A maior estrela da categoria seria... - Dois elefantes africanos
PESO
ETA CARINAE - 150 vezes mais pesada que o Sol
PESO - 298,365 x 1030 quilos
ONDE FICA - Constelação de Carina
Se o Sol fosse... - Uma lâmpada
A maior estrela da categoria seria... - Três vezes o show de luzes da Fremont Street, em Las Vegas
LUMINOSIDADE
LBV 1806-20 - 38 milhões de vezes mais brilhante que o Sol
LUMINOSIDADE - 38 milhões de unidades
ONDE FICA - Constelação de Sagitário
Se o Sol fosse... - Um passo distante da terra...
A maior estrela da categoria seria... - ... a outra estrela mais próxima da terra estaria a 90 km de nós
PROXIMIDADE DA TERRA
PRÓXIMA CENTAURO - 4,2 anos-luz
SOL - 8 minutos-luz
ONDE FICA - Constelação de Centauro

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-a-maior-estrela-do-universo

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eclipse lunar

Imagens da Lua de Sangue ( eclipse lunar )


A "lua de sangue"

Em raras ocasiões, a luz que atinge a Lua é exatamente da cor do sangue, mas é impossível prever com antecedência. Portanto, não há motivo algum para chamar qualquer eclipse lunar de Lua de sangue, a não ser que este já tenha acontecido e sua cor realmente tenha sido de sangue.
Como a órbita da Lua é ligeiramente inclinada em relação à trajetória do Sol no céu, na maioria das vezes a Lua passa acima ou abaixo da sombra da Terra, e não acontece um eclipse. Às vezes, a Lua passa pela penumbra e produz o que é chamado de eclipse penumbral, que é quando a Lua ganha um tom levemente sombreado que é até difícil de se notar alguma diferença. Tivemos dois eclipses de penumbra em 2013, um no dia 25 de maio e outro no dia 18 de outubro.

Às vezes a Lua passa um pouco pela sombra central, e produz um eclipse lunar parcial. Um deles ocorreu no ano passado, no dia 25 de abril.

O mais raro de todos os eclipses lunares são aqueles em que a Lua passa completamente pela parte mais escura da sombra, um verdadeiro eclipse lunar total. O último eclipse lunar total aconteceu no dia 10 de dezembro de 2011.

Quatro Luas de Sangue: A tétrade de eclipses lunares

O que é incomum sobre o eclipse lunar deste mês é que ele é o primeiro de uma série de quatro eclipses lunares totais que acontecerão um seguido do outro. Chamado de tétrade, essa série de quatro eclipses totais seguidos é um evento muito raro. A última série de eclipses como essa aconteceu nos anos de 2003 e 2004, e só vão ocorrer mais sete desses no século atual.

Ainda existem muitas pessoas supersticiosas no mundo. O livro " Quatro Luas de Sangue : Algo está prestes a mudar ", publicado em 2013 por John Hagee, sugere uma ligação entre a nova tétrade eclipse lunar total com a profecia bíblica sobre o fim dos tempos.
Em um passado remoto, quando não havia um bom entendimento dos eclipses, eles eram vistos como presságio de desastres, assim como os cometas. Nos dias atuais, sabemos que estes são apenas eventos normais do relógio do Sistema Solar, e que já acontecem há bilhões de anos, e continuarão a acontecer nos anos futuros.

Apesar disso, um eclipse lunar total é algo realmente maravilhoso de se observar. O primeiro eclipse da tétrade acontece no próximo dia 15 de abril, o segundo no dia 8 de outubro, o terceiro no dia 4 de abril de 2015 e o quarto no dia 28 de setembro de 2015.