quarta-feira, 9 de abril de 2014

Afélio e Periélio com imagem

AFÉLIO 

Afélio é o ponto da órbita de um astro em que sua distância em relação ao Sol é máxima.


PERIÉLIO

 Periélio é o ponto mais próximo de um astro em relação ao Sol. Na Terra, este fenômeno ocorre em janeiro.


 acesso em 09\04\2014 http://www.klickeducacao.com.br/bcoresp/bcorespmostra/0,5991,POR-4217-h,00.html

DESAFIOS SEMANA 7


DESAFIOS SEMANA 7

01 (UFPR 2005) - “Se olharmos para o céu numa noite clara sem lua, os objetos mais brilhantes que vemos são os planetas Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Também percebemos um número muito grande de estrelas que são exatamente iguais ao nosso Sol, embora muito distantes de nós. Algumas dessas estrelas parecem, de fato, mudar sutilmente suas posições com relação umas às outras, à medida que a Terra gira em torno do Sol.” (HAWKING, S. W. Uma breve história do tempo: do Big Bang aos Buracos Negros. Trad. de Maria Helena Torres. Rio de Janeiro: Rocco, 1988. p. 61.) A respeito do assunto, considere as seguintes afirmativas:

I. O movimento da Terra ao qual o autor se refere determina uma órbita elíptica em que o planeta ora se afasta, ora se aproxima do Sol.
II. O movimento da Terra em torno do Sol é responsável pela sucessão dos dias e das noites.
III. As posições relativas de planetas e estrelas permitem, há muitos séculos, a orientação no espaço terrestre; a constelação do Cruzeiro do Sul, no hemisfério Sul, e a Estrela Polar, no hemisfério Norte, são pontos de referência para esse tipo de orientação.
IV. A distribuição desigual das temperaturas, determinante da vida em distintos lugares da superfície terrestre, está relacionada, entre outros fatores, à forma esférica da Terra e ao ângulo de incidência dos raios solares.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente a afirmativa I é verdadeira.
b) Somente a afirmativa II é verdadeira.
c) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.


02 (UFPR 2007) - Os movimentos de rotação e translação decorrentes da posição relativa da Terra ao Sol são responsáveis, além da sucessão do dia e da noite e do ano solar, por diversos outros fenômenos. Com relação a tais fenômenos, numere a coluna da direita de acordo com a coluna da esquerda.


Assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta da coluna da direita, de cima para baixo.

a) 1 – 2 – 1 – 1 – 2.
b) 1 – 2 – 2 – 1 – 1.
c) 2 – 1 – 1 – 2 – 2.
d) 2 – 2 – 1 – 1 – 1.
e) 1 – 1 – 2 – 2 – 2.


03 (UFPR 2008) - As estações do ano estão associadas ao movimento de translação da Terra em torno do sol, juntamente com a inclinação do eixo de rotação. No Brasil, as estações como as conhecemos (outono, inverno, primavera e verão) só são claramente notadas no centro-sul do país. Nas outras regiões, a percepção prática é outra.

Com relação ao texto acima e com os conhecimentos de Geografia, considere as seguintes afirmativas:

1. No nordeste brasileiro, em função da sua localização próxima ao círculo do Equador, tem-se apenas duas
estações durante o ano: a chuvosa, de janeiro a julho, e a seca, de agosto a dezembro.
2. A população rural da Amazônia vive em função das duas estações do ano: o verão, de maio a setembro, que é a estação das chuvas, e o inverno, de outubro a abril, que é a estação sem chuvas e de baixo nível das águas.
3. Quando a Terra se encontra em sua órbita próxima do periélio, a sua velocidade é maior do que quando ela se encontra próxima do afélio, e isso se reflete na desigualdade da duração entre as estações do ano.
4. Os fenômenos do sol da meia-noite e das auroras polares nos países da península da Escandinávia ocorrem
durante o solstício de 21 de dezembro.
5. Da mesma forma que o movimento de rotação da Terra serve de base para definir a duração do dia e o de
translação para definir o ano, a translação da Lua em torno da Terra serve de base para definir o mês.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 1, 3 e 5 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 1, 4 e 5 são verdadeiras.




terça-feira, 8 de abril de 2014

Imagens fascinantes do telescópio Hubble

AS MAIS FASCINANTES IMAGENS OBTIDAS PELO TELESCÓPIO ESPACIAL "HUBBLE"
Supernova 1987ANebulosa de OrionGaláxia Roda de CarruagemImpacto do CometaGaláxia M100Tormenta em SaturnoAnel Rodeando Possível Buraco NegroNebulosa Olho de GatoLoop de CignusMarteParede de GaláxiasGaláxia M33Galáxias que Possivelmente Contém Buracos NegrosNebulosa da Lagoa

Supernova 1987A
Supernova 1987A
Misteriosos anéis
    Esta imagem mostra três anéis de gás incandescente em torno da Supernova 1987A que se originou da explosão em fevereiro de 1987, de uma estrela da Grande Nuvem de Magalhães. Esses anéis, resultado da liberação a alta velocidade de gás incandescente durante a explosão da estrela, estão em expansão. Apesar da altíssima velocidade de expansão, esta não é perceptível diretamente em intervalos de poucos anos, mesmo com os instrumentos mais sensíveis. Devido à grande distância deste objeto a nós, são necessárias mudanças de milhares de kilometros nos raios destes anéis, para se fazerem notar.
    Esses anéis, que parecem inclinados em relação a nosso ângulo de visão e parecem se interceptar, provavelmente se encontram em diferentes planos. O anel menor e mais brilhante está no plano que contém a supernova e os outros dois em planos anterior eposterior a ela. A fonte de radiação responsável pela energia que emana deste sistema provavelmente é oriunda de uma estrela remanescente desconhecida, companheira da estrela que explodiu.

Nebulosa de Orion

Nebulosa de Orion
Nascimento de Estrelas
    Esta nebulosa é uma nuvem gigante (diagonal da imagem: 1,6 anos-luz) composta de poeira, gases e ions, iluminada pelo brilho de estrelas jovens. Nela, uma imensa coluna de gases incandescentes dá origem a dezenas de novas estrelas, muitas das quais têm discos de poeira em sua volta - conforme revelado pelo Hubble - que possivelmente são sistemas planetários embrionários.
    Nesta imagem a luz vermelha indica emissão por nitrogênio, a luz verde indica emissão por hidrogênio e a luz azul emissão por oxigênio.

Roda de Carruagem

A Galáxia "Roda de Carruagem"
Colisão entre Galáxias
    Esta é uma imagem rara e espetacular da colisão entre duas galáxias. A estrutura de anel da "Roda de Carruagem" (a maior dentre as galáxias desta imagem), anteriormente uma galáxia espiral como a nossa, é o resultado da colisão desta com uma das duas menores que ainda se encontram em sua vizinhança, muito possivelmente a azul, que além de estar rompida apresenta região bem característica de formação de novas estrelas.
    Como uma pedra atirada em um lago esta colisão liberou grande quantidade de energia no espaço, espalhando gases e poeira à velocidade de 320.000 km/h, carregando consigo uma "tempestade"de criação de novas estrelas. O anel da "Roda de Carruagem" contém no mínimo vários bilhões de estrelas recém-nascidas e é imenso. Dentro dele caberia a nossa Galáxia.

Impacto do Cometa

Júpiter Bombardeado pelo Cometa S-L 9
    Dentre várias imagens espetaculares da colisão do Cometa Shoemaker-Levi 9 com Júpiter, selecionamos uma obtida no ultra-violeta. As manchas causadas pelas colisões dos diversos fragmentos do Cometa com Jupiter são realçadas nessa faixa do espectro, devido à grande quantidade de poeira que se depositou na alta estratosfera deste planeta. O monitoramento de ventos nessa estratosfera vem sendo feito observando-se a evolução destas manchas. Esta imagem foi feita 2,5 horas após o impacto do fragmento R.

Galáxia M100

Galáxia Espiral M100
    Esta imagem mostra a resolução espetacular de estrelas individuais nos braços espirais de M100. O alto poder de resolução do Hubble permitiu a identificação em M100 de uma classe rara de estrelas pulsantes chamadas variáveis Cefeidas. Essas estrelas são indicadores muito precisos de distâncias, uma vez que apresentam uma relação bem definida entre o intervalo de tempo que levam para completar um pulso e seu brilho intrínseco. Chegamos assim ao conhecimento muito preciso da distância de M100 a nós: 56 milhões de anos-luz.

Tormenta em Saturno

Tormenta em Saturno
    Esta imagem de Saturno mostra uma grande mancha perto do equador do planeta que se estende de leste para oeste por 13.000 km (aproximadamente o diâmetro da Terra) e indica uma grande tempestade similar aos vendavais terrestres. As nuvens brancas observadas na mancha são pedras de gelo de cristais de amônia.
    Este parece ser um fenômeno cíclico com período aproximado de 57 anos (~2 anos saturninos) que ocorre em geral quando é verão no hemisfério norte de Saturno.

Anel Rodeando Possível Buraco Negro

Anel Rodeando Possível Buraco Negro
    Vemos aqui o núcleo da galaxia NGC4261 que se encontra a 45.000.000 anos-luz de nós (na imagem ampliada você verá também esta galaxia por inteiro). Já há vários anos foi detectado um par de jatos de gases quentes emanando do núcleo desta galaxia e se estendendo a uma distância de 88.000 anos-luz. A imagem obtida pelo Hubble mostra o núcleo como um disco gigante de poeira e gás frio com um possível buraco negro no centro. O disco que se estende por 300 anos-luz está inclinado o suficiente para nos permitir visualizar o centro brilhante que é provavelmente o ancoradouro do buraco negro.
    O disco escuro de poeira representa uma região fria externa circundada por um disco de acreção ultra quente com centenas de milhões de Km além do possível buraco negro. Esse disco lança matéria para dentro do buraco negro onde a gravidade comprime e aquece o material. Gases quentes saem da vizinhança do buraco negro criando jatos observados em rádio. Esses jatos estão alinhados perpendicularmente ao disco como um eixo através de uma roda. Esta é uma forte evidência da existência de um buraco negro central em NGC4261.

Nebulosa Olho de Gato

Nebulosa Planetária NGC 6543
Envoltório Gasoso em torno de uma estrela que morre
    Durante o período de contração de uma estrela no término de seu estágio de Gigante Vermelha material é ejetado do núcleo desta estrela dando origem a uma casca esférica de gás ionizado em expansão. Este gás recebe radiação ultra-violeta da estrela central e a reemite como luz visível. Isto é conhecido como uma Nebulosa Planetária. Esta imagem do Hubble mostra uma das mais complexas Nebulosas Planetárias jamais vista.Uma interpretação preliminar sugere que a estrela central deva ser um sistema binário, o que explicaria a existência em seu envoltório de toda a complexidade observada: vários anéis concêntricos de gás; jatos de gás em alta velocidade; etc.

Loop de Cignus

"Loop de Cignus"
A Expansão de uma Onda de Pressão pela Galáxia.
    Esta imagem mostra uma pequena parte da nebulosa "Loop de Cignus". Se estendendo por uma região do céu seis vezes maior que a lua cheia, esta nebulosa é acompanhada por uma onda de pressão em expansão, que se originou da explosão de uma super nova ocorrida a cerca de 15.000 anos atrás. Na região fotografada pelo Hubble esta onda de pressão atingiu uma densa nuvem de gás interestelar, aquecendo este gás e provocando sua incandescência.
    Assim como o microscópio revolucionou o estudo do corpo humano, revelando detalhes das células, o Hubble está oferecendo aos astrônomos uma visão sem precedentes da estrutura fina dessas frentes de choque, já estudadas a mais de 20 anos, porém só agora observadas com riqueza de detalhes.

Marte

Marte - Detalhes Reveladores
    O Hubble efetuou várias imagens de Marte; as mais claras já efetuadas, bem melhores que as feitas da superfície da Terra, perdendo apenas, em alguns aspectos, para imagens obtidas por sondas que visitaram este planeta.
    A abundância de nuvens brancas delgadas em Marte indica que sua atmosfera é mais fria que a indicada pelas sondas espaciais enviadas a este planeta nos anos 70. Também as áreas escuras, antes erroneamente interpretadas como regiões de vegetação, são, na verdade, áreas de areia mais grossa que é menos reflectiva que a poeira laranja. À medida que os ventos movem esta poeira e esta areia, a aparência da superfície do planeta vai se modificando.

Parede de Galáxias

Parede de Galáxias
    Essa é a imagem de algumas centenas de galáxias nunca vistas. Muitas dessas galáxias se formaram há menos de um bilhão de anos após a grande explosão que deu origem ao Universo (a idade do Universo é estimada em 12 bilhões de anos).
    Olhar para essa imagem é como viajar em uma "máquina do tempo", pois estamos olhando na verdade para galáxias em processo de formação há mais de 10 bilhões de anos atrás.
    Objetos azuis contêm estrelas jovens e/ou relativamente mais próximas. Objetos vermelhos contêm populações mais velhas e/ou mais distantes.

Galáxia M33

Região de Formação de Estrelas
na Galáxia M33
    Esta é a imagem de uma extensa nebulosa (NGC 604) que se encontra na galáxia espiral M33 localizada a 2,7 milhões de anos-luz de nós na direção da constelação do Triângulo. Esta nebulosa se encontra em um dos braços espirais de M33 e é uma região de intensa formação de estrelas.
    Embora tais nebulosas sejam comuns, nas mais variadas galáxias, esta em especial é particularmente extensa, medindo cerca de 1.500 anos-luz, podendo inclusive ser facilmente observada em imagens tomadas por telescópios terrestres.

Galáxias que Possivelmente Contêm Buracos Negros

Galáxias que Possivelmente
Contêm Buracos Negros
    Estas imagens anunciam a descoberta de buracos negros em galáxias conhecidas. Resultados preliminares sugerem, dentre outras coisas que:
    1 - Buracos negros supermassivos são comuns (na maioria das galáxias deve existir pelo menos um).
    2 - A massa do buraco negro é proporcional à massa da galáxia hospedeira o que indica que a história de um buraco negro está ligada à formação da galáxia em que está localizado.

Nebulosa da Lagoa

Nebulosa da Lagoa
    Esta imagem revela um par de "tornados" interestelares de aproximadamente 0,5 AL de extensão (alto à esquerda) no coração da Nebulosa da Lagoa que se encontra a 5000 AL de nós na direção da constelação de Sargitário. Semelhantes ao espetacular fenômeno dos tornados terrestres, a grande diferença entre as altas temperaturas na superfície e as baixas temperaturas no interior das nuvens, combinadas com a pressão de radiação estelar, produzem resultantes capazes de"torcer" as nuvens dando origem à aparência análoga aos nossos tornados em escala cósmica.
 
acesso em 08\04\2014 em:http://www.observatorio.ufmg.br/hubble2.htm

O telescópio Hubble


O TELESCÓPIO ESPACIAL "HUBBLE"
Prof. Renato Las Casas (29/06/98)
      Imaginado nos anos 40, projetado e construído nos anos 70 e 80 e em funcionamento desde 1990, o Telescópio Espacial "Hubble" está revolucionando a Astronomia, representando nos dias de hoje aquilo que a luneta de Galileo representou no século XVII. O Observatório Astronômico da Serra da Piedade vem acompanhando o trabalho do "Hubble" e nos primeiro sábados de cada mês, dia em que o observatório é aberto ao público, vem sistematicamente apresentando as mais significativas descobertas do "Hubble" no mês anterior.
A MAIS ANTIGA DAS CIÊNCIAS
      Astronomia e Matemática são as mais antigas das ciências e foram fundamentais na formação e no desenvolvimento das civilizações. Foi observando a repetitividade das posições das estrelas no céu, por exemplo, que as mais antigas civilizações descobriram as épocas certas para efetuarem as plantações necessárias às suas manutenções. Na antiguidade o conhecimento astronômico evoluiu de forma a muitas vezes surpreender o estudioso contemporâneo. Em 273 antes de Cristo, por exemplo, um grego de nome Erastóstenes, com base em conhecimentos astronômicos, não apenas sabia que a Terra é esférica como foi capaz de medir a sua circunferência e errou muito pouco nessa medida. Erastóstenes mediu 39.690 km, enquanto hoje sabemos ser esse 40.057 km.
A LUNETA DE GALILEO
      Nunca, entretanto, a Astronomia havia evoluído tanto em tão pouco tempo, quando do advento da luneta de Galileo. Lentes para ajudar idosos ou jovens com problemas nas vistas em suas leituras já eram conhecidas na Europa desde o século XIII. A primeira combinação de lentes em um instrumento "tipo telescópio" foi feita na Holanda, em 1608, destinada à melhor observação de óperas. No ano seguinte Galileo Galilei tendo tomado conhecimento desse invento, modificou-o, tendo para isso de construir ele próprio as suas lentes. Estava assim inventada a sua famosa luneta. Com ela, imediatamente, Galileo descobriu que a Lua tinha montanhas, vales e crateras; que o Sol tinha manchas; que Vênus tinha fases como a Lua; etc. Foi com base em suas descobertas com a sua Luneta que Galileo pode afirmar que os planetas giravam em torno do Sol e não em torno da Terra.
A IMPORTÂNCIA DO HUBBLE
      A grande importância do Telescópio Espacial Hubble (nome dado em homenagem ao astrônomo norte-americano Edwin Powell Hubble que viveu de 1889 a 1953) está no fato de ele estar colocado no espaço, fora da atmosfera da Terra. A luz dos astros para chegar a ele não precisa passar por nossa atmosfera. Toda informação que obtemos de um astro está na luz que vem deles. A atmosfera sempre "some" com parte dessa informação e é por isso que os observatórios astronômicos profissionais sempre são construídos em locais bem altos. Mesmo assim um telescópio "de solo" somente conseguirá momentaneamente uma resolução de imagem superior a 1,0 segundo de arco, isso em condições atmosféricas extremamente adequadas à observação. Com essa resolução somos capazes de ver uma bola de futebol a 51,5 km de distância. A resolução do Hubble é cerca de 10 vezes melhor, ou seja, de 0,1 segundo de arco. Com essa resolução e com a ajuda de  técnicas de reduções fotográficas feitas por computador, podemos distinguir separadamente objetos suficientemente brilhantes a até menos de dois metros de distância um do outro, como os dois faróis de um carro que estivesse na Lua.
COMO É O HUBBLE
      A "potência" de um telescópio está na quantidade de luz que ele pode receber instantaneamente de um objeto. Quanto maior o diâmetro de um telescópio, maior a sua "potência". O Hubble é um telescópio refletor (seu elemento óptico principal é um espelho) com 2,40 metros de diâmetro. Se fosse um telescópio de solo ele seria considerado de porte médio. (Os 2 maiores telescópios do mundo estão no observatório de Mauna Kea no Havaí e têm 10 metros de diâmetro cada. Existem 28 telescópios maiores que o Hubble, espalhados pelo mundo, em funcionamento.) Mais que um telescópio, o Hubble é um verdadeiro observatório espacial, contendo instrumentação necessária a vários tipos de observação. (Contém 3 câmeras, 1 detector astrométrico e 2 espectrógrafos). Além de fotografar os objetos e medir com grande precisão suas posições, o Hubble é capaz de "dissecar" em detalhes a luz que vem deles. O Hubble está em uma órbita baixa, a 600 km da superfície da Terra e gasta apenas 95 minutos para dar uma volta completa em torno de nosso planeta. A energia necessária para o seu funcionamento é coletada por 2 painéis solares de 2,4 x 12,1 metros cada. A sua massa é de 11.600 kg.
O HUBBLE TEVE QUE USAR ÓCULOS
      Colocado em órbita em abril/90, logo em seguida foi detetado um grave defeito em sua óptica. O Hubble não era capaz de focar os objetos, principalmente os mais fracos, com a precisão planejada e desejada. Esse defeito foi "diagnosticado" como aberração esférica; uma distorção óptica causada por uma forma incorreta de seu espelho principal. Perto das bordas a curvatura desse espelho estava menor que deveria por uma quantidade cerca de 1/50 da espessura de um fio de cabelo humano. Trocar o espelho seria algo caro e difícil. A solução adotada foi a de projetar uma óptica corretiva para seus instrumentos. Essa óptica foi instalada com grande sucesso em dezembro/93.
OBJETIVOS
      Os objetivos do Hubble podem ser resumidos como sendo: Investigar corpos celestes pelo estudo de suas composições, características físicas e dinâmica; Observar a estrutura de estrelas e galáxias e estudar suas formação e evolução; Estudar a história e evolução do universo. Para atingir seus objetivos a pesquisa do Hubble é dividida em Galáxias e Aglomerados; Meio Interestelar; Quasares e Núcleos Ativos de Galáxias; Astrofísica Estelar; Populações Estelares e Sistema Solar.
 
acesso em 08\04\2014. http://www.observatorio.ufmg.br/hubble.htm

Estação Espacial Internacional ( ISS )

Estação Espacial Internacional

Símbolo oficial

A ISS em sua configuração final vista sobrevoando Brasília. Vê-se claramente o plano piloto da cidade e o lago Paranoá. Concepção artística cortesia da NASA.
Trata-se da maior obra de engenharia da história. Sozinha ela já representa uma nova era na astronáutica. Dezesseis nações trabalham juntas para construir a Estação Espacial Internacional (EEI ou ISS na sigla em inglês), a mais avançada plataforma de pesquisa espacial já construída.

Vários módulos já estão no espaço e desde já espera-se garantir uma permanência humana constante no espaço. A Rússia desempenhou fundamental. Os valiosos anos de experiência da Estação Mir foram decisivos.
ISS, vista expandida: principais módulos e seus construtores.
Seqüência de montagem
A CONSTRUÇÃO EM ÓRBITA DA TERRA começou em 1988 e precisou de mais de 40 lançamentos somente dos ônibus espaciais. Ela agora está completa. A estação tem uma massa de 454 toneladas e quase 90 m de comprimento por 43 de altura, sem considerar a extensão dos painéis solares. O espaço destinado à habitação tem um volume equivalente ao interior de dois aviões 747.

Pelo menos três veículos de transporte, o ônibus espacial, a nave russa Soyuz e o foguete russo Próton se encarregaram da montagem dos diversos componentes da estação espacial em órbita de Terra.

O primeiro vôo foi de um foguete russo Próton em 20 novembro de 1998, colocando em órbita o módulo Zarya. O segundo vôo ocorreu em 4 de dezembro daquele ano, com a missão de STS-88 do ônibus espacial Endeavour, que integrou o módulo Unit ao Zarya, iniciando a seqüência de montagem da ISS. A primeira tripulação permanente partiu em 31 de outubro de 2000, a bordo de um foguete Soyuz.
Construindo uma casa no espaço
Clique na imagem à direita para assistir um filme
mostrando a seqüência de montagem da ISS.
A órbita da ISS é inclinada 51,6° em relação à linha do equador e sua altitude é de 402 km. Sua órbita é tal que a estação pode ser facilmente alcançada por veículos espaciais lançados por todos os países participantes, possibilitando também uma excelente observação da Terra, cobrindo 85% da superfície terrestre e sobrevoando 95% da população mundial.
A área em azul mostra as regiões de onde
a estação pode ser vista.
Benefícios
EM ÓRBITA, OS EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS ESTÃO LIVRES da pressão exercida pela gravidade terrestre. Como resultado, tratamentos de câncer podem ser testados em culturas de células vivas sem riscos para os pacientes. A microgravidade também será útil no desenvolvimento de diversos outros tipos de medicamentos, além da obtenção de novos materiais, como ligas metálicas mais leves e fortes e chips de computador mais poderosos.

Alguns experimentos terão lugar do lado de fora da estação, onde os efeitos da exposição ao severo meio espacial (como temperaturas extremas, altas doses de radiação e impacto de micrometeoritos) serão verificados em diferentes materiais e elementos fluidos. Observações da Terra permitirão o acompanhamento mais detalhado das mudanças climáticas e o controle dos impactos causados pela influência humana no meio ambiente. Novos empregos indiretos serão criados.
Parceiros
FOI EM 1988 QUE RONALD REAGAN, então presidente dos EUA, deu a estação o nome Freedom (Liberdade). Nos anos seguintes o Congresso americano forçou cortes no orçamento original e, em 1993, o presidente William Clinton sugeriu maior participação internacional no projeto, que foi então redesignado como Estação Alpha.

Quando os russos passaram a ser os principais fornecedores de elementos para a estação, ela finalmente ficou conhecida como International Space Station, ISS. De fato, a estação resulta atualmente do esforço conjunto de 15 nações, listadas a seguir.
  •  Alemanha
  •  Bélgica
  •  Canadá
  •  Dinamarca
  •  Espanha
  •  Estados Unidos
  •  França
  •  Holanda
  •  Itália
  •  Japão
  •  Noruega
  •  Reino Unido
  •  Rússia
  •  Suécia
  •  Suíça
Cortesia: NASA Human Spaceflight
Concepção do braço remoto
canadense montado na ISS.
Os Estados Unidos são responsáveis pelo desenvolvimento de vários sistemas de bordo, como o suporte à vida, o controle térmico, a navegabilidade e os sistemas de comunicação e dados, além de três módulos de conexão.

Os russos também contribuem com dois módulos de pesquisa e um módulo habitacional com todo equipamento necessário ao suporte à vida, além de plataformas para instalação de painéis solares e os fundamentais veículos de transporte, como a nave Soyuz, que serve ao transporte das tripulações.

O Canadá forneceu um braço remoto de 47 metros de comprimento, semelhante ao atualmente em uso pelos ônibus espaciais, e os europeus também forneceram laboratórios pressurizados, entre outros equipamentos.
A fracassada participação brasileira
EM DEZEMBRO DE 1996 A AGÊNCIA ESPACIAL norte-americana (NASA), convidou o Brasil para participar da construção da ISS. Em setembro do ano seguinte, após várias visitas de missões da NASA ao Brasil e da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aos Estados Unidos, o Conselho Superior da AEB aprovou o programa de cooperação.

O Brasil deveria fornecer equipamentos e serviços em troca dos direitos de utilização da estação durante toda sua vida útil. Segundo o acordo firmado, o Brasil deveria cooperar com serviços de logística, manutenção e reparos.

Se bem aproveitado, teria sido uma oportunidade única para elevar o patamar técnico, tanto dos profissionais do INPE/AEB, quanto das universidades e centros de pesquisa envolvidos. As indústrias engajadas no programa seriam igualmente qualificadas, devido às exigências impostas aos fornecedores de equipamentos para missões espaciais tripuladas.

No entanto, o país hoje está definitivamente fora do projeto de construção da Estação Espacial Internacional. O não cumprimento do acordo, sob a gerencia do Governo Lula, afastou vergonhosamente o país dessa oportunidade ímpar. Após quase dez anos sem nunca ter contribuído com um único parafuso para a ISS, o Brasil perdeu definitivamente a chance de assinar seu nome na lista de fabricantes dessa incrível estação orbital.

acesso em 08\04\2014 . http://www.zenite.nu/